Corro, corro,corro...dentro e fora de mim corro... Morro de vontades! Fazer o quê? Corro agora na esteira, gasto a energia parada correndo no mesmo lugar... Suo a sede de tanta coisa! Suo incompreensões, frustrações,tensões e até tesões! Escorro o gozo e o preço de estar viva e arriscar!... Ar... Olho pela janela e meus olhos voam junto com a borboleta amarela que desatinada atravessa o ar espesso de São Paulo... Esqueço... de tudo...suspiro um sorriso... E suas asas abanam pra mim e me fazem lembrar que existem borboletas em metrópoles. Quase passa debaixo do viaduto e volta, resolve subir até sumir me convidando a olhar pro céu por mais tempo e me perguntar: "À quanto tempo não brinco de fazer formas com as nuvens?" Silenciei e parei... Passei o dia com borboletas nos olhos...